As delícias {e as lutas} de ser uma cristã solteira neste mundo

04 agosto 2011


Esses dias de consagração de busca pelo Espírito Santo de Deus, Ele me inspirou a contar algo para vocês: a minha jornada ao coração Dele. De repente pode inspirar alguém que quer iniciar essa jornada (que é a viagem mais incrível que uma pessoa pode fazer - esqueça Paris, ela fica no chinelo*rs) ou àquelas que estão pensando em desistir (seja qual for o motivo).
Vou compartilhar com vocês ao longo desses dias, em doses homeopáticas =)

Então vou começar. Esta na foto é minha mãe e dentro da barriga sou eu. Amo essa foto (e ela também). Eu sou a primeira filha, mas não foi simples assim. Minha mãe não conseguia engravidar, ela chegou a sofrer um aborto espontaneo. Nessa época tinha acabado de chegar aqui em Salvador a Igreja Universal do Reino de Deus, lá na Rua do Tijolo (região do Pelourinho) com reuniões especiais de cura e milagre. Foi nessa ocasião que minha mãe começou a participar dos cultos. Em uma delas o Pastor chamou à frente do Altar as mulheres que não conseguiam engravidar, e quem estava lá ? Ela mesma. Um tempo depois a confirmação de que ela estava grávida. Eu não só cresci na Igreja, como também fui fruto de um milagre que minha mãe buscou lá.

Logo depois vieram minhas irmãs, Nádia (a do meio) e Neuma (a caçula) e a nossa vida era no convívio da Igreja. Aos domingos não existia outro lugar para ir pela manhã que não fosse a Igreja. Roupa nova, o primeiro lugar de usá-las era no culto aos domingos (até hoje eu tenho esse hábito e fico extremamente desconfortável se eu tenho que comprar uma roupa e usá-la antes de ir vestindo ela à Igreja). Mainha nos acordava de manhã cedo em dia de concentração da Igreja em grandes estádios (ela já foi comigo criança, para uma vigília em um estádio, tenho isso gravado aqui na mente, e choveu a noite inteira!).

Um tempo atrás quando eu comentei de Igrejas que eu já passei, as primeiras IURD'S da cidade e de pastores que eu assistir a reunião, alguns colegas de obra se espantaram por eu ser nova na obra (7 anos) acharam que eu tinha esse tempo de Igreja.

Vou confessar algo, teve um tempo, quando criança, que eu só ia na Igreja se mainha prometesse que depois do culto compraria pipoca colorida (tinha um rapaz que vendia na porta da Igreja). Eu me comportava tão bem por causa disso. E as aulas na escolinha ... a parábola do filho pródigo era a que mais me tocava. Eu amava ouví-la, assistir desenhos e filmes sobre ela. Na época eu não sabia que lá na frente esta seria a minha história também.

Tudo parecia ir bem. Parecia. À medida que eu crescia a minha natureza se revelava e tentava de todas as formas me lançar de vez neste mundo. Era a adolescência se aproximando. O desejo de ser igual as colegas da escola, de chamar a atenção de todos. Começou a ser travada um cabo de guerra dentro de mim: de um lado o mundo e tudo o que ele tinha para atrair uma adolescente cheia de curiosidade e do outro Deus lutando pra me manter distante das ciladas. Eu andava literalmente com um diabinho e um anjinho em cada ouvido. E em meio a todo esse dilema, sem perceber, eu já estava entrando em uma zona perigosa: a de querer agradar a todos para ser aceita. Porém, eu temia. Eu me lembrava dos ensinamentos sobre Deus que eu recebia em minha Igreja sim, mas era os meus pais quem eu temia, o que eles poderiam fazer se eu fizesse algo de errado (tão diferente hoje ... quem se importa com o que os pais vão fazer ?). Mas mesmo temendo eu andava com o perigo de vez em quando. Eu comecei a não me reconhecer. Eu queria ser igual as minhas colegas de colegial e com isso eu já não sabia quem eu era. Por fora eu era a mesma, mas por dentro quantos pesamentos lutavam dentro de mim.

Continua ...
Isso :

2 comentários:

  1. Oi Núbia, de cara já gostei da sua história e quero saber das outras partes.
    Pelo visto, foi bem parecido com o que aconteceu comigo.
    Eu também queria agradar a todo mundo, tanto que deixei as minhas amigas para andar com a turminha "popular" e só acabei comigo...
    Mas que Papai maravilhoso a gente tem, né?
    Deus te abençoe!

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  2. Oi Núbia que bom que vc nao se deixou abater
    com exemplos ruins.Lembro do primeiro dia que tive con-
    tato com vc.Te achei uma pessoa super paciente e doce,isso foi em 1998,mas,é uma longa história.Estou casada(vc foi no meu casamento)hà 13 anos com Fábio tenho dois filhos.
    Fiquei feliz de te encontrar e ver que está bem e realizada.
    Continue assim que estarei de longe torcendo por vc.
    Um beijo de Quezia.

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